sábado, 12 de março de 2016

Que essa confiança e pressão sigam para Munique


Por Henrique M.

Juventus e Sassuolo entraram em campo ontem pela 29ª rodada da Serie A. Um jogo que se comparado com a decisão do meio da semana que vem, perde-se em magnitude. Porém, a Juventus não tratou, agindo da maneira adequada, a disputa com descaso. Com 9 jogadores que tem condições de serem titulares na Allianz Arena na próxima quarta-feira, a Velha Senhora mandou força quase máxima para esse duelo.

Sem Chiellini, que ainda está fazendo trabalho de recuperação visando a decisão pelas oitavas-de-final, Rugani entrou e dessa vez jogou com confiança e tranquilidade, fazendo esquecer um pouco do jogador que causou calafrios na semifinal da Copa Itália, diante da Internazionale. A grande surpresa foi Asamoah no onze inicial, o ganês substituiu Paul Pogba, o maior nome da Juventus de Allegri.

O meio-campista francês vem sofrendo bastante com críticas por sempre tentar jogadas complicadas e desnecessárias, como também preferir finalizações infrutíferas de longa distância ao invés de jogadas mais inteligentes.

Além de perder muito a bola, por prendê-la desnecessariamente. Obviamente que a Juventus precisará do Polvo para avançar na Champions League, portanto, talvez a decisão do mister tenha sido acertada, que inclusive chamou sua atenção sutilmente na imprensa, ao dizer que o jogador quando faz o simples, é imparável.

Contudo, o que chamou mais a atenção no confronto foi o pressing bianconero, anglosaxonismo incorporado a língua italiana e que aos poucos vai chegando conceitualmente em solo brasileiro. Essa pressão sobre os jogadores do Sassuolo, exercida por todos os atacantes e meio-campistas da equipe até os terços finais do segundo tempo, quando a equipe cansou, trazem esperança de que dessa vez a equipe esteja sendo preparada adequadamente para o estilo do adversário bávaro, diferentemente do primeiro tempo em Turim, na partida de ida.

A maior expressão do jogo de pressão utilizado pela squadra juventina talvez tenha sido Mandzukic, o atacante croata estava dando combate em todos os setores do campo, inclusive na intermediária defensiva. Em certos momentos, ele e Dybala realizam pressão dupla sobre os jogadores que tinham a bola, evitando que a Sassuolo ficasse muito tempo com a pelota nos pés. Talvez por isso, os grandes perigos oferecidos vieram da velocidade e destreza de Sansone, o italiano foi o jogador que mais procurou evitar que Buffon se aproximasse do recorde de Rossi, porém, mesmo com toda sua lisura e agilidade, Sansone não conseguiu balançar as redes no Juventus Stadium. É bom notar que Douglas Costa e Robben tem muito mais condições de destroçar a retaguarda da equipe se obtiverem metade do espaço que Sansone, às vezes, possuía para arrancar da intermediária até a nossa área.

Além da pressão, outra arma necessária para a líder do campeonato italiano será a confiança, característica essa que esteve presente na finalização primorosa de Paulo Dybala, para marcar o único tento da partida. O atacante argentino com sua tradicional finalização colocada e cheia de veneno, já saiu para comemorar antes mesmo da bola entrar, “La Joya” já sabia o destino do seu chute porque ele tinha total confiança de onde a bola iria parar. E sua confiança não foi traída, a bola morreu lá mesmo aonde ele tinha planejado, Consigli que protegeu muito bem a meta neroverdi nada pode fazer.

Que os outros jogadores se inspirem nessa demonstração de confiança e que atuem com a mesma certeza que Dybala teve ao chutar aquela bola, pois o coração e a valentia que possuem já foi demonstrada ao buscar o empate no primeiro jogo. Que todos os aspectos táticos e psicológicos estejam alinhavados e sigam com todos os jogadores bianconeri para Munique.

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